Bar e Restaurante Guanabara

   O "Ao Guanabara" tem a sua história, intimamente ligada
a cidade de São Paulo, que é rica e pitoresca em detalhes, esse fato contribui para aumentar sua fama e a tradição, tornando-o um dos melhores e mais antigos restaurantes
do país.

   Fundado em 1910 pela família Ângelo Martinez, funcionou
na antiga sede da Rua Boa Vista, 326 até 1968, quando foi
adquirido pelos atuais dirigentes. Desde então, criou a fama
e a tradição de bons serviços que desfruta até hoje.

   Em 1971 com a chegada das obras do Metrô, a velha
sede desapareceu, a imprensa abriu manchetes de apoio e solidariedade, nesse mesmo ano, os sócios transferiram
toda a tradição dos serviços, os mesmos funcionários e o tradicional cardápio, para a Av. São João, 128, essa
mudança significou o fim do Restaurante Pinguim, que vinha funcionando naquele local desde 1935.

   Aos 96 anos o Ao Guanabara têm também seu acervo
histórico enriquecido com o que seria hoje os 50 anos do
Antigo Pinguim e dos 101 anos da Antiga Leiteria Pereira,
casas adquiridas pelo

   "Ao Guanabara" juntamente com o know how das mesmas.
Muito já foi escrito e dito sobre o “Ao Guanabara”, mais é
de Paulo Cotrim a afirmação de que se trata de um dos
raros restaurantes onde se pode reviver momentos gloriosos
das tradições do inicio do século.

   Convivem nos ambientes de lanches e restaurantes, lado
a lado, o presidente do Jockey Club, políticos e banqueiros
com comerciários e bancários, onde constantemente se
somam três gerações à mesma mesa.

   É o milagre dos bons serviços, padrão de qualidade, que
fazem a fama do melhor chopp Brahma da cidade, das
inigualáveis coxinhas à lá creme, dos mil sanduíches, dos
macarrões, empanados, das delicias das cozinhas brasileira,
alemã e internacional transformando o “Ao Guanabara” no
ponto de encontro preferido das tradicionais famílias.

   A memória do “Ao Guanabara” através dos seus arquivos
de clientes e amigos registram figuras de relevo de vida
pública e da sociedade nacional ao longo desses anos,
por ele já passaram Santos Dumont, Adhemar de Barros,
Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Abreu Sodré, Carvalho Pinto,
Ulisses Guimarães, Guilherme de Almeida, Menotti Del Picchia,
Ademar de Almeida Prado e o famoso seresteiro do Brasil, Silvio Caldas.